Erros Comuns em Escrita Criativa e Como Evitá-los

Escrever é uma arte e uma habilidade que requer prática, atenção aos detalhes e um processo constante de aperfeiçoamento. Para jovens autores, é natural cometer erros comuns que podem prejudicar a clareza e o impacto de uma história. No entanto, compreender esses erros e aprender a evitá-los é uma das formas mais eficientes de melhorar a qualidade da sua escrita e criar narrativas mais envolventes.

Neste artigo, exploraremos os erros comuns na escrita criativa, especialmente para autores em desenvolvimento, e ofereceremos dicas práticas para evitá-los. Abordaremos desde o excesso de descrição e personagens superficiais até o uso de clichês e diálogos exagerados. Com essas orientações, você estará mais preparado para construir histórias que cativem e ressoem com seus leitores.

Erros Comuns e Como Evitá-los

1. Descrição Excessiva

O problema: A descrição é fundamental para situar o leitor na história e ajudar a visualizar o ambiente e os personagens. No entanto, exagerar nas descrições pode deixar o texto cansativo e desviar o foco da narrativa. Muitos jovens escritores sentem a necessidade de descrever cada detalhe, mas é importante lembrar que menos é mais. A descrição deve enriquecer a história, e não torná-la densa e monótona.

Como evitar:

  • Foque no Essencial: Descreva apenas os elementos que são realmente importantes para a cena ou para a construção do clima. Se uma descrição não adicionar nada relevante ao enredo ou à atmosfera, talvez seja melhor omiti-la.
  • Use os Sentidos com Moderação: Embora seja interessante incorporar os cinco sentidos, evite sobrecarregar a narrativa. Escolha um ou dois sentidos para destacar em uma cena específica.
  • Seja Preciso nas Palavras: Use palavras específicas e impactantes em vez de parágrafos longos. Em vez de “uma árvore muito grande com folhas verdes finas e grossas”, diga “um carvalho imponente de folhas verdes vívidas.”

Exemplo: Excessivo: “O sol estava alto no céu, lançando luz através das janelas, iluminando cada canto da sala com seus raios dourados, fazendo as cortinas balançarem suavemente.” Sucinto: “Os raios dourados do sol iluminavam a sala, enquanto as cortinas oscilavam na brisa.”

2. Personagens Superficiais

O problema: Personagens superficiais, sem motivações claras, desejos ou medos, podem tornar a história rasa e desinteressante. Quando um personagem é apenas um estereótipo ou carece de desenvolvimento, o leitor tem dificuldade em se relacionar com ele, e isso enfraquece o impacto emocional da narrativa.

Como evitar:

  • Desenvolva Histórias Pessoais: Dê aos personagens um passado, sonhos, medos e falhas. Isso os torna mais críveis e próximos do leitor.
  • Explore Conflitos Internos: Permita que o personagem enfrente dilemas morais e tome decisões difíceis. Isso enriquece a história e fortalece o enredo.
  • Dê Qualidades e Defeitos: Evite personagens “perfeitos” ou “malvados”. Personagens complexas e multifacetadas, que possuem características boas e ruins, são mais envolventes.

Exemplo: Em vez de um “vilão” que quer conquistar o mundo porque é “malvado”, crie um personagem que tem motivações pessoais complexas. Talvez ele queira vingança porque foi traído ou agiu de forma fria por ter enfrentado uma grande perda.

3. Uso de Clichês

O problema: Clichês são ideias ou expressões que foram usadas repetidamente ao ponto de perder o impacto original. Embora os clichês possam parecer convenientes, muitas vezes deixam a história previsível e sem originalidade. O leitor sente como se já conhecesse a trama e os personagens, o que diminui a excitação pela leitura.

Como evitar:

  • Inverta Expectativas: Se um clichê comum é o “herói que sempre vence”, desafie essa ideia. Talvez seu protagonista perca uma batalha importante ou enfrente consequências inesperadas.
  • Busque Novas Abordagens para Temas Comuns: Em vez de uma “história de amor à primeira vista”, por exemplo, explore um relacionamento que começa com desentendimentos ou com uma amizade complicada.
  • Crie Soluções Inesperadas: Se o “mentor sábio” está sempre oferecendo respostas, que tal ele errar ou dar um conselho confuso que o protagonista precisa decifrar?

Exemplo de Clichê Comum e Alternativa Criativa: Clichê: Uma garota nova na escola que imediatamente chama a atenção de todos e é conquistada pelo “bad boy” que no fundo é sensível. Alternativa: Uma nova estudante tenta ser discreta, mas é fascinada pela aluna “quieta” da turma, uma amiga em potencial que guarda segredos intrigantes.

4. Diálogos Exagerados ou Artificiais

O problema: Diálogos são uma parte importante da história e ajudam a revelar a personalidade dos personagens. No entanto, diálogos artificiais ou exagerados podem ser forçados e tirar o leitor da imersão na narrativa. É comum, por exemplo, jovens autores tentarem transmitir emoções com diálogos muito dramáticos, ou com uma linguagem que não condiz com a idade ou com o contexto dos personagens.

Como evitar:

  • Escreva Diálogos Realistas: Leia em voz alta o que os personagens estão dizendo. Se parecer formal ou forçado, reescreva. Os diálogos devem soar naturais, como uma conversa que poderia acontecer na vida real.
  • Evite Exposições Desnecessárias: Use diálogos para revelar informações de forma sutil. Não faça os personagens explicarem em detalhes algo que ambos já conhecem, apenas para informar o leitor.
  • Desenvolva a Voz Individual dos Personagens: Cada personagem deve ter uma maneira única de falar, com suas próprias expressões e modo de se comunicar.

Exemplo: Artificial: “Como você sabe, Jorge, nós dois fomos os melhores amigos desde que temos cinco anos.” Natural: “Lembra de quando jogávamos bola o dia todo? Parecia que nada mais importava.”

5. Falta de Um Conflito Central

O problema: Uma história sem conflito central é como um carro sem motor — não vai a lugar algum. O conflito é o que impulsiona a trama e mantém o leitor interessado. Sem ele, uma narrativa pode parecer vaga e sem propósito, o que faz o leitor perder o interesse.

Como evitar:

  • Defina o Conflito Principal: Pergunte a si mesmo: qual é o problema ou desafio que o personagem precisa superar? Seja uma luta interna, um antagonista externo ou uma situação difícil, o conflito precisa ser claro.
  • Desenvolva Subconflitos: Além do conflito principal, use pequenos conflitos para adicionar complexidade à história. Eles ajudam a manter o ritmo e a explorar o crescimento do personagem.
  • Resolva o Conflito de Forma Satisfatória: Uma boa resolução é aquela que faz sentido para o leitor e que reflete o desenvolvimento do personagem ao longo da história.

Exemplo: Fraco: Um personagem passa por eventos cotidianos sem grandes mudanças ou desafios. Forte: Um personagem que quer provar sua inocência após ser acusado injustamente, ou que o leva a enfrentar seus próprios medos e descobrir uma rede de mentiras.

6. Falta de Revisão

O problema: Muitos jovens escritores finalizam um texto e sentem que ele está pronto para ser publicado. No entanto, a revisão é uma etapa essencial para aprimorar a clareza, a coesão e a correção do texto. Sem uma revisão, erros de ortografia, inconsistências e problemas de ritmo podem prejudicar a experiência de leitura.

Como evitar:

  • Leia o Texto em Voz Alta: Isso ajuda a identificar partes confusas, frases muito longas e erros de ritmo.
  • Peça Feedback: Compartilhe seu trabalho com pessoas de confiança e peça opiniões construtivas.
  • Revise em Etapas: Faça uma primeira revisão focando na história e nos personagens. Em uma segunda revisão, concentre-se nos detalhes gramaticais e ortográficos.

Exemplo: Um personagem menciona um evento que aconteceu “ontem”, mas em uma página posterior é dito que esse evento ocorreu “há duas semanas”.

Exercício Prático: Revisão do Parágrafo

Para colocar em prática as dicas apresentadas, escolha um parágrafo de uma história que você escreveu. Identifique se há excesso de descrição, personagens superficiais, clichês, diálogos exagerados, falta de conflito ou erros de revisão. Em seguida, reescreva-o aplicando as medidas necessárias.

Conclusão

Conhecer e evitar esses erros comuns na escrita criativa é um passo importante para qualquer jovem escritor. Ao aprender técnicas para evitar a descrição excessiva, criar personagens profundos, fugir dos clichês, escrever diálogos autênticos, construir conflitos fortes e revisar com cuidado, você estará preparado para produzir histórias mais envolventes e impactantes. A prática constante e o aprendizado com esses desafios farão com que você evolua e encontre sua própria voz como escritor.

Lembre-se: escrever é um processo de crescimento contínuo. Com dedicação e atenção aos detalhes, você estará cada vez mais próximo de alcançar seu potencial criativo. Não tenha medo de cometer erros, pois são eles que nos impulsionam a melhorar. A cada história escrita, você dará um passo adiante na jornada de se tornar um escritor habilidoso e original.

Comments

  1. Business

    Escrever realmente é uma jornada cheia de desafios, mas também de descobertas incríveis. Concordo que a prática e a atenção aos detalhes são fundamentais para evoluir como escritor. Achei interessante a abordagem sobre os erros comuns, como o excesso de descrição e os clichês, que muitas vezes passam despercebidos. A dica de reescrever um parágrafo para identificar e corrigir esses problemas parece muito útil, mas será que isso funciona para todos os estilos de escrita? Gostei da ideia de que os erros são oportunidades de aprendizado, mas será que há algum erro que, na verdade, pode ser uma marca autêntica do autor? Acho que o mais importante é não desistir e continuar buscando a própria voz. E você, já identificou algum desses erros nos seus textos? Como lidou com eles?

    1. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Obrigada pela sua mensagem!
      Em um dos meus livros: Você é a Melhor Mãe que seu filho pode ter, escrevi uma oração profética que fiz para minha filha, fui muito rápida nas teclas do meu computador e conclui em alta velocidade. Achei lindo, uma semana depois, após o descanso da obra para revisão, vi que eu tinha trocado muitas letras, até parecia uma oração em “línguas estranhas”, só corrigi e pronto. É simples, faça oque tem que ser feito.

  2. Wealth Management

    Escrever realmente é uma jornada desafiadora, mas recompensadora. Concordo que os erros são parte essencial do aprendizado, mas é crucial identificá-los e corrigi-los para evoluir. Achei interessante a abordagem sobre evitar clichês e diálogos exagerados, pois são pontos que muitas vezes passam despercebidos. A dica de reescrever um parágrafo já existente parece uma ótima forma de praticar e refletir sobre o próprio estilo. No entanto, fiquei pensando: como equilibrar a descrição sem cair no excesso, mas ainda assim criar uma narrativa rica e visual? Acredito que a prática constante é a chave, mas gostaria de saber se há alguma técnica específica que você recomenda para isso. E você, já aplicou essas dicas em algum texto recente? Como foi a experiência?

    1. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Obrigada pelo seu comentário.
      Experimente gravar a leitura do seu texto e ouvir de olhos fechados para ver se o que ouve, gera em sua mente a descrição que havia imaginado inicialmente, se não corresponder, faça os ajustes necessários!
      Boa sorte!

  3. Forum

    Escrever realmente é uma jornada cheia de desafios, mas também de descobertas. Concordo que cometer erros é parte essencial do processo, mas a forma como você abordou a questão dos clichês e diálogos exagerados me fez refletir. Será que todos os clichês são realmente ruins, ou alguns podem ser usados de forma criativa para surpreender o leitor? Acho que o equilíbrio é a chave, mas gostaria de saber sua opinião.

    Adorei o conselho sobre revisar com cuidado e construir conflitos fortes, pois são elementos que realmente transformam uma história comum em algo memorável. No entanto, fiquei pensando: como evitar que a revisão se torne uma obsessão que paralisa a criatividade? Você já passou por isso?

    A ideia de reescrever um parágrafo para aplicar as dicas é genial, pois colocar em prática é o que realmente faz a diferença. Mas e quando o autor sente que, mesmo assim, a história não está “bombando”? O que você sugere para recuperar o fôlego criativo? Adorei sua abordagem clara e encorajadora, e com certeza esse texto vai me inspirar a revisitar meus próprios escritos!

    1. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Obrigada pela sua mensagem, ditado chinês, uma coisa de cada vez.
      Quando escrevemos somos completamente livres e uma chave de sucesso, sem dúvida é gostar de ler o que você escreve. Clichês ocasionais de fato podem surpreender o leitor, só é importante lembrar para não cometer excessos, realmente o equilíbrio é uma chave poderosa. Isso vale para os diálogos exagerados também.
      Sou contra a revisão infinita e gosto muito da ideia de escrever a obra completa. Respondi em outra resposta, que quando escrevemos podemos ler e ajustar para ter sentido, seguir em frente e após pronta a obra, reler para ajustar pontas soltas, e então, finalizar o processo editorial. Se as revisões forem excessivas, podem descaracterizar a ideia inicial, a sugestão é que neste caso, crie outra obra!
      A história bombar, é sempre uma questão de opinião, se você mesmo não conseguir se colocar na posição de leitor que não larga o livro enquanto não termina a obra, peça para alguém em quem confie, fazer uma leitura crítica do seu trabalho e juntos, avaliem a necessidade de mudanças!

  4. Technology

    Escrever realmente é um processo que exige dedicação e paciência. Concordo que os erros são parte essencial do aprendizado, mas é importante identificá-los e corrigi-los. Achei interessante a sugestão de revisar um parágrafo já escrito para aplicar as dicas. Já tentou fazer isso com algum texto seu? Acredito que a prática constante é o que realmente faz a diferença, mas às vezes é difícil saber por onde começar. Você acha que é mais desafiador criar personagens profundos ou evitar clichês? Gostaria de saber mais sobre como você lida com esses desafios na sua escrita.

    1. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Obrigada pelo seu comentário, de fato não existe uma receita de bolo para a escrita e como bem dito, a prática é que nos faz melhores escritores, alguns clichês acabam tendo o seu charme, mas nem tudo pode ser clichê. Com relação à profundidade dos personagens, creio que esteja muito ligado ao repertório cultural do autor e de sua própria profundidade. Acho bem pouco provável que pessoas superficiais criem personagens profundos. Mas se tem algo que é infalível e no caso, vale como dica, se você ainda não tem um conhecimento profundo sobre o assunto que deseja escrever, pesquise-o profundamente! Se você aumentar seu repertório, terá conteúdo para aprofundar os personagens. Boa sorte, que Deus te abençoe!

  5. Накрутка мобильными

    Escrever realmente é uma jornada desafiadora, mas recompensadora. Concordo que os erros são parte essencial do aprendizado, mas acho que às vezes nos prendemos demais a evitar clichês e acabamos perdendo a autenticidade. A dica de revisar e reescrever parágrafos é ótima, mas como saber quando parar? Não há o risco de perder a essência da história ao tentar “consertar” demais? Acho que o equilíbrio entre técnica e intuição é o segredo. E você, como lida com a autocrítica sem deixar que ela paralise sua criatividade? Adoraria saber sua opinião sobre isso!

    1. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Muito bom receber o seu comentário e ver que leu meu texto com atenção. Eu já trabalhei no processo editorial de mais de 40 livros de autores independentes e quando escrevo a esse respeito, de fato é devido à experiência que tenho acumulado ao longo da jornada. Costumo dizer para os meus autores que quando escrevemos somos livres e nunca em momento algum, somos obrigados a fazer coisa alguma. Se um autor, tem um estilo rebuscado e gosta de se expressar por meio de clichês, use-os a vontade. É importante avaliar se o uso excessivo não será maçante para o leitor, pois a essência da comunicação, e escrever é comunicar, é que sejamos compreendidos. Prestando atenção a esse detalhe nada insignificante, podemos expressar livremente nossa criatividade.

    2. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Olá, excelente a sua pergunta quanto ao quando parar de reescrever… não existem regras matemáticas para a escrita! Como autora de algumas obras autorais publicadas, eu costumo escrever e reler. Se encontro incoerência, já corrijo e leio em voz alta(dou até risada em imaginar uma terceira pessoa visualizando essa prática), se ficou de fato coerente e com boa interpretação sonora, sigo em frente. Mas eu não fico indo e vindo, porque dessa maneira, é um trabalho interminável. Quando termino de escrever a obra, a deixo descansar e releio tudo para verificar se não ficou nenhuma incoerência na narrativa, amarro eventuais pontas soltas e sigo no processo editorial. Quando algum dos meus autores me dizem que desejam mudar algumas coisas nos seus livros, pergunto se é alguma informação incorreta que precise ser corrigida ou se é adição de conteúdo. Neste caso, se necessário, corrigimos. Mas quando é acréscimo de conteúdo, proponho a escrita de um novo livro! Com relação à autocrítica, a única forma de não permitir que nos paralise, é com metanoia, mudança de mentalidade. É uma escolha! Autocrítica e procrastinação estão intimamente ligadas!

  6. Trump Decides

    Escrever é realmente um processo desafiador, mas recompensador. Concordo que a prática e a atenção aos detalhes são fundamentais para o aperfeiçoamento. Achei interessante a abordagem sobre os erros comuns, como o excesso de descrição e os diálogos exagerados, que muitas vezes passam despercebidos. A dica de reescrever um parágrafo aplicando as correções parece ser uma ótima maneira de colocar o aprendizado em prática. No entanto, fiquei pensando: como equilibrar a descrição para que ela não seja nem excessiva nem insuficiente? Acredito que encontrar esse equilíbrio é um dos maiores desafios para um escritor iniciante. E você, como lida com essa questão? Tem alguma técnica específica que costuma usar?

    1. Cris Breves Post
      Author
      Cris Breves

      Obrigada pela sua mensagem, a única maneira de não errar com uma descrição insuficiente ou excessiva, é empregando o bom senso. Deixe seu texto descansar e releia como um leitor e não como autor, então avalie se senti vontade de continuar lendo ou se acha maçante… ai você terá a sua resposta. O fato é, quanto mais escrevemos, melhores ficamos, com certeza suas obras sequenciais, serão melhores do que a primeira. Apesar dos meus livros terem conteúdos diferentes e eu gostar de todos, percebo evolução na escrita e também em todo o processo editorial. Quanto mais praticamos, melhores ficamos. Boa sorte e siga firme, vai valer a pena todo o seu esforço.

Deixe um comentário para Cris Breves Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *